|
|
|
História
do
Vinho |
|
|
|
 |
|
|
O Vinho
tem um papel preponderante no desenvolvimento das civilizações modernas, o
"fruto da videira e trabalho do homem" não é ultrapassado por nenhum produto
agrícola e o "néctar dos deuses" é apreciado à mais de 4000 anos.
Apesar da
história do vinho começar muitos séculos antes foi com a romanização em
Portugal que se deu como em muitos outros sectores, um salto qualitativo
enorme. São os romanos que introduzem a poda em Portugal e são eles também
que criam os socalcos.
Podemos inclusive especular sobre se Cristo estaria a beber Palhete na
Última Ceia. Já durante o período em que Portugal foi dominado
pelos árabes houve uma ligeira regressão devido à proibição dos árabes
consumirem bebidas fermentadas.
|
| |
|
|
|
|
|
|
|
|
Os séculos XII e XIII são períodos de grande
prosperidade vitivinícola em Portugal uma vez que as ordens dos Templários,
Santiago da Espada, Cister e Hospitalários povoaram e cultivaram a vinha que
havia sido destruída no período da Reconquista. O vinho passou a fazer parte
da dieta do homem medieval e o vinho português ganhou notoriedade pela
Europa fora, chegando à Rússia.
Se o vinho português havia ganho notoriedade nos
séculos XII e XIII nos séculos XV e XVI prosperou pelo Mundo chegando a
novos continentes e sendo reconhecido por todo o Mundo a qualidade impar do
Vinho português. Durante este período de tempo foram aperfeiçoadas técnicas
de envelhecimento e era bastante apreciado o vinho de roda, que ia junto aos
porões dos barcos, submerso.
|
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
|
|
É no século XVIII após a assinatura do Tratado de
Methwen que o Marquês do Pombal se vê forçado a criar a 1ª Região Demarcada
do Mundo, a do Douro, com o intuito de disciplinar as práticas na produção e
comercialização do vinho do Porto, que representava bastante para a economia
nacional.
No século XX o rigor do Estado Novo manteve-se, depois
de recuperar dos males da filoxera no século XIX, trazendo uma certa
estabilidade ao sector, estabilidade essa que se tem mantido e tem permitido
aumentar a qualidade dos vinhos produzidos em Portugal.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
O vinho Gravato tem o nome de uma batalha na qual
as tropas anglo-portuguesas saíram vitoriosas, tendo como adversários os
franceses que se viram forçados a sair de Portugal. Foi a batalha do Gravato
que teve lugar a 3 de Abril de 1811. |
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|

Clique no cartaz para ver o excerto do filme
e delicie-se com mais um pouco de magia... porque desta não há mais!!! |
|
|
Já no século XX o Palhete teve grande destaque porque
era um vinho muito afamado nas grandes cidades, nomeadamente Lisboa e Porto.
O actor Vasco Santana refere-se a ele no filme "O Pátio das Cantigas" onde
após furar a parede do Evaristo exclama:
Não é milagre, é palhete!
(...)António Silva exclama:
Isto é que é um palhete de primeira ordem! (bebe e
diz) Deste não há mais!
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Também na Literatura |
|
|
|
|
|
|
|
"(...)Quem vio Alfama
Com quatro ramos cagados,
Os tornos todos quebrados!
Ó bicos de minha mama!
Bem alli ó Sancto Espírtio
Ia eu sempre dar no fito
N'hum vinho claro rosete.
Oh meu bem doce palhete,
Quem pudera dar hum grito! (...)"
in O Pranto de Maria Parda
1522 Gil VIcente |
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
|
|
E senão vejam-no desta vez esgotar a tigela
avolumada de substancial caldo de abóbora, aviar a formidável posta de carne
cozida, com presunto, acompanhando-a com o indispensável arroz, salada de
alface e azeitonas; atacar com igual denodo, uma porção de roast-beef, não
revendo sangue sob a faca, à moda ...inglesa, mas portuguesmente assado, e
como estou convencido assavam os seus carneiros aqueles heróis da Ilíada;
tudo isto acompanhado de excelente vinho palhete, o qual ele ingeria aos
copos de meio quartilho; em seguida uma carregação de pêras de amorim, sem
conta peso, nem medida...
In "Pupilas do Sr.Reitor" 1863
Júlio Dinis
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
" O comendador
cravava-lhe os olhos quebrados, lânguidos, e espreguiçava-se. Comidas
fortes, muito adubadas, recozidas no vinho palhete, punham-lhe no sangue
irritações juvenis, ímpetos."
in Eusébio Macário 1879
Camilo Castelo Branco |
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|

|
|
|
" (...) Nada porém o
entusiasmou como o vinho, o vinho caindo de alto, da grossa caneca verde, um
vinho gostoso, penetrante vivo, quente, que tinha em si mais alma que muito
poema ou livro santo! Mirando à luz de sebo o copo rude que ele orlava de
espuma, eu recordava o dia geórgico em que Virgílio, em casa de
Horácio, sob ramada, cantava o fresco palhete da Rética. E Jacinto, com uma
cor que eu nunca vira na sua palidez schopenháurica, sussurrou logo o doce
verso: Rethica quo te carmina dicat (...)"
In Contos
1902 Eça de Queiroz |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
"Foi alli dentro da Cava que se armaram as
mezas para o festim nupcial; alli estavam... as pipas do vinho palhete, e as
fructas com abundancia. A variedade dos trajos e as physionomias dos
individuos que representavam a nação desde os Gallaicos até aos Cuneos,
davam uma impressão viva e sympathica de um forte povo que tinha uma feição
propria, e que queria viver livre”.
In Viriatho
1904 Teófilo Braga |
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
|
|
"Ao meio-dia a malta
procurava a sombra de uma carvalha ou de um castanheiro, se no Outono se
prolongavam os calmuços de Verão. Tiravam os cintos , que iam pendurar
estudadamente nas vergônteas altas onde não chegavam aos cães agatunados e
puxavam dos farnéis. Era à hora confraternal do ágape. Fazia-se mesa comum e
a cabaça andava à roda, se é que , havendo taverneiro próximo, não vinha
cântaro com o palhete e copos para os mais pestinheiros, o abade, o
bacharel, o professor, etc. E entre palitar os dentes e fumar uma cigarrada,
rompiam as anedotas."
A arte da caça
Aquilino Ribeiro
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Para que possa ser provado em ambientes ligados à
cultura exprimente o Gravato no Teatro Municipal da Guarda.
Clique na imagem para aceder ao site do teatro, é já
aqui ao lado. |
|
|
 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
|
|
Ligado também às artes
gráficas, temos neste quadro de Tito Roboredo uma visão do artista sobre o
vinho que era feito na região e que o próprio tantas vezes ajudou a fazer. |
|
|
|
|
|
E na Saúde... |
|
|
|
Vinho tinto da Beira Interior
pode proteger contra cancro do estômago
Uma pesquisa que avaliou 186 amostras de vinhos
de Portugal mostrou que o vinho tinto produzido na
Beira Interior é bom para a saúde, uma vez que
previne doenças como o cancro do estômago.
A investigadora Luísa Paulo, da Faculdade de
Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior,
revelou que o vinho tinto produzido na Beira
Interior pode ser associado a uma maior prevenção de
doenças cardiovasculares e diabetes.
Em declarações à Lusa, a investigadora
explicou que o vinho em questão apresenta elevadas
concentrações de resveratrol, uma substância
anti-oxidante benéfica na prevenção de problemas
cardíacos e na diabetes.
A substância é também, segundo Luísa Paulo,
"inibidor da multiplicação da bactéria responsável
pelo aparecimento de tumores no estômago".
in Lusa 05/06/2011
|
 |
|
|
|
 |