Estimados clientes e amigos,

 

É com algum pesar que me vejo forçado a escrever esta crítica. Como muitos de vocês sabem não faz parte do meu feitio incomodar-me com o que as outras pessoas dizem, no entanto, quando ferem a minha honra, a minha honestidade e a minha seriedade vejo-me compelido a responder, até porque não é só a minha honra em jogo.

O Sr. João Paulo Martins escreve no seu guia anual uma crítica relativa ao Palhete que tantos apreciam, dela só posso dizer que é totalmente fraudulenta. E repito, fere a minha honra assim como a de todos os que trabalharam para que este vinho pudesse chegar até ao seu público. Para que não quedem dúvidas exorto a que todos vejam o Decreto de Lei 442/99 de 2 de Novembro do Diário da República que no seu 8º artigo regulamenta os métodos de vinificação dos palhetes na Beira Interior.

Os muitos que já visitaram a adega sabem que não existem condições para a produção de um rosé, uma vez que não temos sistema de frio, os que ainda não visitaram podê-la-ão visitar a qualquer altura.

Devo referir também que este é um vinho produzido e distribuído há mais de 60 anos, apesar da marca GRAVATO só ter aparecido há 3 anos. Antigamente era um vinho extremamente apreciado no Norte de Portugal (especialmente na área do Grande Porto) onde era conhecido como Palheto da Mêda.

 Na crítica o autor refere a cor como “mais carregada” (talvez por o vinho ser feito com uvas tintas também), refere os taninos aguçados (será que são as uvas tintas?) e, no entanto, atribui-lhe uma nota de 14! Mas fiquei intrigado, pois se apelidamos de palhete aquilo que (segundo o autor) é um rosé… digo eu, no mínimo o vinho seria desaconselhado ou teria mesmo nota negativa. Bom, acho que é a isto que se chama escrita criativa.

Para que não haja mais dúvidas sobre o assunto, a casa produz um palhete e um tinto.

 

Saudações vitivinícolas,

Luís Roboredo